AFA E O ‘CASO CAPITA’

A Academia de Futebol de Angola vem acompanhando com muita atenção o ‘Caso Capita’, jogador que iniciou a sua formação futebolística dentro dos nossos quadros.

Em Janeiro de 2014, na altura com 12 anos recém-cumpridos, o jovem Osvaldo Capemba ‘Capita’ juntou-se à AFA, onde deu início à sua formação como jogador de futebol.

Durante 4 temporadas (2014, 2015, 2016 e 2017), representou os escalões da Academia de Futebol de Angola e do F. C. Luanda (clube satélite da AFA), para além de ter participado em vários torneios internacionais contra alguns dos melhores clubes do mundo.

Fazendo parte das equipas de competição da AFA, o atleta Osvaldo Capemba ‘Capita’ beneficiou de todas as condições para o seu desenvolvimento enquanto atleta e enquanto pessoa: alimentação, transporte, treinadores nacionais e estrangeiros de nível reconhecido pela UEFA e pela CAF, apoio escolar, psicológico e uma área social responsável pelo acompanhamento da sua vida desportiva, académica e familiar.

O atleta correspondeu às elevadas expectativas dos seus treinadores, desenvolvendo-se satisfatoriamente enquanto atleta e homem. O destaque merecido a cada temporada fez com que fosse selecionado para as Selecções Nacionais jovens com regularidade.

O processo de formação decorria dentro da normalidade, até que em Fevereiro de 2018, o jogador e a sua família foram alvo de aliciamento por outro clube. A AFA fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir o ‘desvio’, que acabou por se consumar e o atleta rumou ao 1º de Agosto, clube que hoje se queixa da imoralidade e ilegalidade de prácticas semelhantes que o atleta possa estar a ser alvo actualmente.

A boa relação mantida entre a AFA e o atleta Osvaldo Capemba ‘Capita’ continua a existir, prova disso foram as várias visitas que o jovem atleta realizou às nossas instalações, onde reconheceu e agradeceu a formação de excelência recebida. Apesar da idade, o Osvaldo soube reconhecer que a Academia de Futebol de Angola, enquanto protegia os seus interesses, nunca colocou o desenvolvimento do jogador em cheque.

Assim sendo, a Direcção da Academia de Futebol de Angola vem através deste informar que continuará a defender sempre os seus interesses e vai acompanhar de perto o desenrolar deste caso. O atleta realizou 4 épocas ao serviço das nossas equipas, do 12º ao 16º aniversário, contra apenas época e meia no seu novo clube, pelo que a AFA terá sempre direito a uma percentagem de direitos de formação do Atleta, à luz do Regulamento Relativo ao Estatuto e Transferências de Jogadores da FIFA.

A AFA está disponível para prestar declarações se assim for necessário, e reitera a sua crítica contra o aliciamento de jovens jogadores, prática que não faz, nem nunca fez parte do nosso ADN. O mundo do futebol profissional já tem vícios e maus actos suficientes para que assistamos, de ânimo leve, ao seu contágio no futebol de formação.

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